sábado, 8 de outubro de 2011

Sentada no sofá...


    Sentada no sofá, recebo uma mensagem a dizer: “o teu primo teve um acidente”. Com o meu coração a bater 100% a hora, liguei a televisão. Telefono ao meu pai para todos os detalhes, ele confirmou tudo.
    Naquele momento só me apetecia chorar, mas sem grandes alarmes, apenas queria estar perto dele, sem saber como.
    Estava deitada na cama, ligam-me de Londres! Atendo…
    E com uma voz a chorar oiço: «ele morreu Ana, o Sandro morreu!!»
    Desliguei o telefone, senti um grande aperto! Faço-me perguntas às quais não consigo responder!      
    Naquele momento, só pensava…”ele tinha tanto talento”,”porquê ele???”, “isto não pode estar acontecer!!!”,”quero o meu primo!!”
    Só me apetecia gritar, odiava o mundo!!!
    Apesar de já ter passado, cada dia que passa, parece pior, o sentimento da saudade dói, sentir ódio pelo que se passou…quase a entrar numa depressão profunda. Alguém me disse: «Ana foi a hora dele!»
    Eu com lágrimas a escorrer pela cara e ao soluços respondi: mas eu nem tive oportunidade de lhe dizer que o amava…
    Continuei a fazer a mala, para ir para Almada, ao funeral dele…
    No meio da multidão, sem vontade de passar pelas pessoas que, só estavam a atrapalhar!
    Ao tentar entrar no crematório, as pessoas empurravam, não consegui entrar!
    Senti-me mal, mesmo mal, com vontade de sair dali! Fui para casa da irmã dele, dormi a tarde toda!   
    Quando acordei pensei que tinha sido um mero sonho. Não era um sonho, era bem real e a tristeza voltou de novo!
    Voltei para o Algarve, decidi ver as entrevistas e os concertos dados por ele.
    Percebi-me que ele era feliz, que já tinha o que queria! Mas continuava sem perceber porquê da sua morte!??
    “ Não é justo! Ele tinha tanto que caminhar! porque tudo parou ali?”
    A ver televisão, e ler mentiras nas revistas sobre ele, só me punha pior, dizerem coisas que não sabem, mais vale estarem calados!
    Com os meus anos à porta, sem vontade nenhuma de festejar…lá me convenceram..., foi um dia divertido. Para acabar em grande, decidi ver um filme de terror com o meu primo e o meu tio à noite…para ver algo chocante!
    No dia seguinte decidi pintar o cabelo numa cor clara, para tirar o meu ar pesado de tristeza.
    Passam os dias. Cada vez, a dor é menor e sem me lembrar muito da morte dele.
    Continuo a sonhar com ele…. Deixa-me triste, tento pensar que ele está num lugar melhor.
    A dor é insuportável. É difícil aceitar a morte, mas também, talvez tenha sido melhor!. Os problemas acabaram, os desgostos de amor…
    É difícil encontrar uma pessoa com “poucos defeitos”, que se suporte.
    Muitas eram as qualidades…

Aluna do 8.º A

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