terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Pensemos mais nos outros!

  
    A Rainha Santa Isabel era uma pessoa singular, bondosa, com um intímo muito bom. Ajudava os mais necessitados, dando-lhes comida e animando-os perante a vida dura que tinham.
    Hoje, os tempos são diferentes e as pessoas não se preocupam tanto com os outros. Cada vez mais se vive o dia-a-dia a pensar em nós próprios e de forma egoísta a pensar naquilo que mais nos atormenta, deixando de lado o nosso semelhante.
   Pessoas como a Rainha Santa Isabel são cada vez mais difíceis de encontar na sociedade actual que vive em profunda crise de valores. As dificuldades económicas e financeiras são mais que muitas e o pouco que as pessoas ganham apenas dá para o seu sustento diário.
    Mas, apesar das dificuldades existentes, é uma verdade que se trata, sobretudo, de uma questão de mudança de mentalidade e, nesse aspecto, somos, sem dúvida, muitos egoístas.

Carolina Correia, 7.º B

domingo, 23 de janeiro de 2011

A descoberta de Miguel e Joana


  Miguel e Joana eram dois irmãos gémeos cujos pais tinham morrido num acidente quando eles ainda eram bebés. Tinham agora 11 anos e viviam num orfanato onde apenas estavam cinco crianças sem contar com eles.
  Viviam um pouco infelizes porque não gostavam muito dos outros miúdos, e as únicas coisas com que eles se entretiam era jogando à bola ou lendo os livros, que Joana já lera muitas vezes, porque no orfanato haviam muito poucos livros juvenis.
  Tinham dois professores. Um, o Sr. Alberto, ensinava história, matemática e ciências. O outro, o Sr. Jaime, ensinava língua portuguesa, geografia e inglês. Tinham aulas numa sala muito pequena, desarrumada e cheia de objectos e utensílios para as aulas, cheios de pó e muito velhos.
  Tinham uma biblioteca grande, com muitos livros fechados à chave em prateleiras muito grandes e altas. Na biblioteca havia uma porta a dizer "Acesso Proíbido" em letras grandes e vermelhas, que despertavam a curiosidade de Miguel e Joana pois nem mesmo os professores lá entravam.
  Certa noite, Miguel não tinha sono nenhum. Então, decidiu ir dar um passeio pelo orfanato. Acendeu uma vela, e lá foi. Mal estava a 3 ou 4 metros do dormitório dos rapazes, começou a ouvir passos atrás dele.
- Eh! Quem está aí? - Perguntou ele.
- Calma, sou eu! - Respondeu Joana.
- Também não consegues dormir?
- Não. Ia continuar a ler o "Moby DicK" ou folhear a VISÃO Júnior quando tu apareceste - disse ela.
  Então, continuaram os dois a caminhar em silêncio até que chegaram à biblioteca. Para grande surpresa deles, a porta de "Acesso Proinído" estava aberta. Muito excitados, foram até lá. No interior havia uma sala normal com televisão, um aparelho a dizer Wii e um jogo para esse tal aparelho que eles nunca tinham ouvido falar. Dizia "Wii Sports". Puseram o jogo, agarraram numas coisas para pôr na mão que faziam parte da Wii e começaram a jogar. Viram que se podia jogar bowling, ping pong, boxe, golf, ténis e basebol. Decidiram jogar ping pong e, para surpresa deles, um dos bonecos da Wii disse-lhes:
- Olá! Espectacular, crianças!
Os miúdos ficaram espantados. Nunca tinham visto um aparelho assim, quanto mais um boneco de um jogo a falar com eles.
- Quem és tu? - Perguntou Miguel.
- Eu sou o Will e aquela é a Wii - disse apontando para a outra boneca que entretanto lhes acenou - e nós éramos antigos professores de educação física - acrescentou.
- Mas como? Nós já estamos aqui há algum tempo e só hoje é que vos descobrimos! - Exclamou Joana.
- Pois. Claro! É melhor contar-vos a história do princípio. O Director do orfanato trouxe-nos há um ano para aqui. E só os que tivessem onze anos é que nos poderiam utilizar.
  Na altura, vocês ainda tinham dez anos... Certo dia, o director reparou que as notas dos dosi únicos rapazes com onze anos começavam a baixar, e pensou que era por nossa causa. Mas eram eles que se andavam a desleixar. Então, pensou que nós podíamos prejudicar os outros miúdos e fechou-nos aqui. Hoje, a empregada veio limpar e deixou a porta aberta. E tanto eu como a Wii tínhamos saudades de voltar a ensinar - suspirou o Will.
  Então, o Miguel e a Joana tiveram uma grande ideia. Jogaram só um pouco, despediram-se dos dois e foram para os dormitórios.
  No dia seguinte, logo pela manhã, foram falar com o director - o Sr. Rogério.
- Bom dia, meninos. O que vos traz por cá tão cedo? - Perguntou o director.
- Sr. Rogério, nós descobrimos a Wii - respondeu Miguel.
  O director ficou muito branco, e quando conseguiu falar, disse:
  Vocês entraram na sala de acesso proibido?! Vocês não sabem ler? - Questionou muito severo o director.
- Sr. Rogério, ontem à noite nós não tínhamos sono nenhum e fomos dar um passeio pelo orfanato.        Chegámos à biblioteca e vimos que a empregada se tinha esquecido de fechar a porta proibida. Fomos lá espreita, encontrámos o Will e a Wii. O Will contou-nos a história dele e nós viemos perguntar-lhe se também podíamos ter aulas com eles, duas ou três vezes por semana - pediu Joana.
- Está bem, convenceram-me. Mas não baixem as notas!
  E desde aí, as sete crianças do orfanato viveram muito mais alegres graças à Wii.

Hugo Formiga, 6.º D

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Uma página do diário d´O Cavaleiro da Dinamarca

  
   Quando parti para Jerusálem  e saí daquela floresta foi tão emocionante! E quando cheguei a Jesuralém foi ainda mais emocionante!
   Adorei todos aqueles lugares santos e adorei, principalmente, lavar a cara nas águas do Jordão.
   Mas ainda passei por várias cidades magníficas. Uma delas foi Ravena. Fiquei tão espantado com aquela cidade! Mas fiquei ainda mais espantado com a cidade de Veneza, com aqueles canais de água tão grandes! Parecia mesmo uma cidade mágica.
   Mas o tempo ia passando e eu estava cada vez mais assustado e sempre a pensar se conseguiria chegar a casa a tempo. Ainda tinha passado por várias cidades. Uma delas era Florença, onde vendiam muitas jóias de ouro, muitas sedas... mas lá não via o grande luxo nas casas de veneza, era tudo mais ligado à ciência, à arte, aos livros.
   Ao continuar caminho, vim a descobrir que o meu sangue estava envenenado e tive que parar mais uns tempos num convento de padres, para  me tratarem e poder continuar a viagem. Quando já estava melhor, não havia barcos para me levarem ao meu destino. Então fiquei desesperado, mas recuperei o ânimo e segui viagem a pé e a cavalo.
   Quando cheguei a Flandres, fui logo recebido pelo negociador Flamengo e fiquei espantado com a comida que eles faziam, com as especiarias que eu nem conhecia, mas que eram muito boas.
    Quando fui para seguir viagem novamente, não havia ninguém que me pudesse dar boleia  de navio até casa, pois o Inverno era muito rigoroso. Mas eu não desisti e continuei. Esta foi muita dura e demorei muito tempo, mas consegui seguir uns rastos, chegando a uma pequena aldeia de lenhadores. Fiquei muito contente, fizeram-me muitas saudações, e quando fiquei lá para comer e dormir já era muito tarde.
   Tinha de partir o mais cedo possível e assim o fiz. Só que me perdi e ficava cada vez com mais medo. Já não sabia se tinha mais medo de me perder na floresta, ou da minha família ficar muito preocupada comigo. Mas ao fundo avistei uma árvore grande, muito iluminada por estrelas e então segui e lá cheguei a casa. Nessa altura nem queria acreditar, mas fiquei tão feliz que até chorei de alegria.

      Diogo Vilas Boas, 7.º B

“Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente


Entretanto, chegou um mendigo
que dizia nada ter feito,
mas, afinal,
matara um homem a torto e a direito.

Anjo:
Por aqui não passarás,
em terra ficarás.
Mataste um homem sem defesa,
sem saber a sua fraqueza.

Mendigo:
Eu não fiz por mal,
não estava a perceber.
O que será que há para entender,
podes-me dizer?

Anjo:
Por aqui não passarás
e em terra ficarás!
Vai para a barca do Diabo
que ele te levará
para onde nunca esperarás.

Diabo:
Entra aqui e verás
o que te esperará.
Será que entenderás
que por lá [barca do anjo]
nunca passarás?

Mendigo:
OK, eu entro
aqui sem demora.
Vamos lá, mas é embora!

Carlos Correia, 6.º B

A moralidade do «Auto da Barca do Inferno»


Rainha:
Gosto deste conto, mas ainda não entendi o que a história quer dizer. O que ela quer dizer, Gil Vicente?

Gil Vicente:
Quer dizer que quem matou, roubou, não deu, faltou ao que prometeu, quem arreganhou os dentes aos humildes, aos diferentes, quem zombou da gente pobre, não merece entrar no céu, mas sim no cais do Diabo, que é o Inferno.

Rainha:
Agora Compreendo! Quem fez maldades, não pode ter paz imortal no Paraíso!

Gil Vicente:
Sim, compreendestes muito bem a história e vós, Rainha, que nunca fizestes maldades, chegou a vossa hora de repousar no Paraíso, com o anjos.

 Mayoon Baldoíno, 6.º B

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Pré-Escolar do Estádio na EB 1 Almancil


A Educadora Daniela e os seus alunos estiveram na Biblioteca Escolar "Sala Mágica".  




Exposição de Provérbios




     Vem conhecer os provérbios que estão na «Sala Mágica!»
Visita a exposição de provérbios e respectiva ilustração, para que possas compreender o seu significado.

Vamos experiênciar....com os 4ºs anos

try Ao longo de dois dias tivemos várias experiências do plano curricular dos 4ºanos a decorrer na nossa biblioteca.