domingo, 20 de fevereiro de 2011

Conto com Reflexão para as turmas A, B, C e D do 7.º ano


No dia 16 de Fevereiro, no âmbito da Promoção do livro e da leitura decorreram duas sessões de Conto com reflexão para as turmas A, B, C e D do 7.º ano de escolaridade. Estas actividades lúdico-pedagógicas foram sobre O Cavaleiro da Dinamarca, de Sophia de Mello Breyner Andresen. Esta actividade foi muito apreciada pelos alunos e contribuiu para motivar os alunos para a leitura de obras integrais. A acção realizada resultou de um trabalho conjunto entre o Grupo de Língua Portuguesa e a Biblioteca.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

2ª fase do Concurso Nacional de Leitura

  

A Fase Distrital do Concurso Nacional de Leitura realizar-se-á, no dia 05 de Abril, na Biblioteca António Ramos Rosa, em Faro ( Biblioteca Pública escolhida pela DGLB para a realização deste evento). Para apurar os melhores leitores do 3º ciclo, estarão presentes alunos de diferentes escolas do distrito de Faro. Os concorrentes serão avaliadas em função da leitura dos seguintes livros “O Senhor Valéry” de Gonçalo Tavares, e  “Os da minha rua” de  Ondjaki. Os alunos Cátia Cristina, da turma A, Ricardo Pais, da turma B e Yan Wang da turma D,  do 7.º ano, representarão a nossa escola.

Vanina, ao luar n´ O Cavaleiro da Dinamarca



Sinto-me tão triste!
Sinto-me tão só!
A minha garganta sufoca!
Passo os dias a bordar.
Passo os dias a suspirar!
Esperando alguém que me venha salvar.
Estou perdida num mar de amores...
Falta-me tudo!
Não sei onde estás.
Noite após noite, choro no meu quarto.
Não sei onde te hei-de encontrar.
Custa-me tanto viver assim!
Foste-te um dia sem avisar e foi assim que te perdi.
Dói-me tanto viver assim!
Quero voltar a estar contigo, meu amor!
Finalmente, não te esqueceste de mim e vieste ao meu encontro.
Sonhei com esta noite todos os dias.
Gostava de ter uma estrela para ver onde te encontravas.
Vou pentear os meus cabelos para veres o brilho deles.
Vamos fugir para bem longe... para bem longe do homem que me trancou aqui.
Numa noite de luar, dançaremos com o vento, muito juntos, a valsa do nosso amor!

Ludmila, 7.º B 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

JI de Almancil inicia aprendizagem do Paint

A professora Ângela promoveu, com as educadoras Sara e Helena, uma sessão de Paint com os seus alunos. As crianças puderam conhecer  o programa e produzir desenhos muito criativos.


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

14 de Fevereiro

Continuação do conto: «Uma família Inglesa» de Júlio Dinis

      
Cecília a Carlos casaram e fizeram uma grande festa. Houve um grande banquete. Estava lá toda a gente e todos dançaram com grande alegria. Foi uma festa incrível!
Dois dias depois, para comemorar o seu casamento, eles viajaram de barco até  Itália. Quando lá chegaram, instalaram-se no palacete da família. Os criados tinham preparado um festim  em honra da sua chegada.
Estiveram lá quase um mês e, durante as férias em Itália, Cecília engravidou.
Quando voltaram a Portugal disseram aos seus familiares que  Cecília estava à espera de um bebé. O pai de Carlos mandou uma carta à sua família, em Inglaterra,  contando  que o  seu filho iria ser pai. Fez-se uma grande festa em honra de Cecília e de Carlos pois, em breve, seriam pais.
Os familiares de Inglaterra, assim que receberam a carta, fizeram as malas e vieram ao Porto visitá-los e, para se conhecerem melhor, fizeram um  jantar.   Passados alguns dias, os familiares de Carlos tiveram de regressar a Inglaterra.
Alguns meses mais tarde, Cecília e Carlos foram pais de um lindo casal de gémeos. A menina chamou-se Lisa e o menino chamou-se Miguel.
No dia do seu primeiro aniversário a família reuniu-se toda. Fizeram uma festa e um grande baile, após o jantar ter terminado. Todos  se divertiram muito.
Alguns anos passaram e Lisa e Miguel encontraram o seu verdadeiro amor.
Entretanto,  o pai de Carlos adoeceu e acabou por falecer alguns dias depois.  Estavam  já todos conformados, pois ele andava assim  já há  muito tempo e o médico avisou logo que,  provavelmente, não iria resistir.
 O pai de Cecília ficou rico, pois  ganhara  um concurso.
Jenny casou e teve filhos lindos.
E assim viveram felizes para sempre!

 Raquel Inocêncio, 5.ºA

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Versão alentejana d` Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente


Vem um pastor Alentejano com o seu cajado, e chega à barca infernal, e diz:

ALENTEJANO:
Ó da barca!
DIABO:
Quem vem lá?
ALENTEJANO:
Atão, sou eu, o Maneli!
Moço alentejano, pastor de ovelhas
e condutor de parelhas,
filho do Zé D`Alzira
e homi da Zulmira.
DIABO:
Pastor?!
Fazes cá falta no meu rebanho
de tão grande tamanho.
Entrai, entrai
que vos levo nesta viagem.  
 Sentai-vos e apreciai a paisagem.
ALENTEJANO:
Olha, olha o magano,
que me havia de calhar!
Vermelho, com cornos
 e um pau para me picar!
 Atão vossemecê tem um rebanho?
Com esta barca é um pouco estranho!
O Xico pescador,
o que tem o filho doutor,
tambein não batia bem da moleira,
dizia que guardava peixes,
quando saia na traineira.
DIABO:
Sou pastor de almas condenadas,
pelas chamas alimentadas.
Vinde, vinde para este recanto,
escutai seu brado, seu pranto.
ALENTEJANO:
Isso querias tu,
vai de recto, Belzebu!
Sou homi honrado
e pai de filhos respeitado.
Trabalhi de sol a sol,
à chuva, ao frio, ao vento.
Enfim, uma vida de tormento!
DIABO:
Aqui tendes calor,
e para tuas dores,
tenho cá muitos doutores.
 Entrai, entrai senhor
bom homem pastor.
ALENTEJANO:
Atão nã havia de seri!
Nã m`acredito no teu sorriso,
minha alma merece o paraíso!
Cala-te alma atormentada,
senão ainda levas uma bordoada!
Chega o pastor alentejano ao batel do anjo, e diz:
ALENTEJANO:
Ó da barca!
ANJO:
Que queres?
ALENTEJANO:
Entrar no teu barquinho,
tão arrumado e limpinho.
ANJO:
E quem és tu?
ALENTEJANO:
Sou o Maneli,
 pastor de profissão.
Homi dedicado e de bom coração.
ANJO:
Pareces importunado,
aborrecido, acabrunhado.
ALENTEJANO:
E não havera de estari!
Deixei a minha amada mulher
e cinco moços esgrouviados.
Que vai ser deles, que vão comer,
 tadinhos dos desgraçados!
ANJO:
 Teu tormento dá que fazer,
mas não te deves preocupar.
Tens uma grande mulher,
e solução há-de encontrar!
ALENTEJANO:
É bem verdade!
É moça trabalhadeira,
desde nova muito prendada.
Nos campos foi mondadeira,
e em casa, mulheri dedicada.
Mas nã q`ria ter morrido,
assim, desensofrido!
ANJO:
Mas de que morreste,
de que maleita sofreste?
ALENTEJANO:
De uma “chaparrose”,
quando pela v`reda seguia.
Já era nôte e mal se via.
ANJO:
 Chaparrose?! Não conheço!
É mal de bebida,
ou moléstia desconhecida?
ALENTEJANO:
Nada disso!
Ontur`dia,
à nôtinha, fui à fonte da ribeira
encher a cantareira
e matar a sede pelo cucharro.
Estava eu sentado,
quando me caiu em cima o velho chaparro!
À cama fui parar,
e ali fiquei adormecido, deslembrado.
Nunca mais arrebitei
e por Deus fui chamado!
ANJO:
Então vamos para o paraíso,
que eu quero ver seu sorriso.
ALENTEJANO:
Vamos lá atão a navegari,
que eu mais não posso esperari!
 Rodrigo Dias  5ºE

Vamos experiênciar....com os 4ºs anos

try Ao longo de dois dias tivemos várias experiências do plano curricular dos 4ºanos a decorrer na nossa biblioteca.