segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Os descobridores


                Sara e Miguel estavam no intervalo à espera que chegasse a hora da aula começar. Miguel aproveitou o intervalo para convidar a Sara para o dia do seu aniversário. A Sara ficou muito contente, pois os aniversários são sempre dias de muita diversão. Como não tinha nenhum presente, Sara chegou da escola e resolveu ir ao sótão do seu avô, que já tinha falecido, procurar algo divertido e engraçado para oferecer ao Miguel.
                Ao abrir um livro velho, encontra uma carta que dava a entender que havia um tesouro escondido.
               
                Sara, muito entusiasmada, foi a correr contar ao Miguel, levando consigo o livro. Estava tão empolgada que nem reparou que dentro do livro havia um mapa com todas as indicações para o local do tesouro.
                Mais tarde, foram à procura desse tesouro e encontraram outra carta referindo os materiais que precisavam para encontrá-lo. Os materiais eram: uma lupa, uma lanterna e uma pá.
                Depois de algum tempo de buscas, a Sara e o Miguel encontraram o tão aguardado tesouro: eram cartas escritas pelo seu avô contando a história do romance entre o seu avô e a sua avó.
                Sara, como era uma romântica, ficou contentíssima com este romance empolgante e, foi então, que resolveu escrever um pequeno livro contando a história de amizade que tem há muitos anos com o seu amigo Miguel.

Catarina Canário, 9ºD

domingo, 16 de outubro de 2011

Conselhos a um amigo do Fidalgo do Auto da Barca do Inferno


                                                                                                Inferno, 12 de Outubro de 1516

Caro amigo,

    Estou a escrever-te esta carta para alertar que a vida que construímos é o julgamento da morte. Se tiveres cautela com as tuas acções independentemente do motivos que te leve a fazer, o julgamento da tua morte será decerto menos triste.
   Recomendo assim que venhas acompanhar os passos de Deus e daqueles que o amam, que colabores com aqueles que mais precisam e ajudes aqueles que necessitam dessa mesma ajuda. Se maltratares e julgares as pessoas, pior será o teu destino e terás o mesmo destino que tive.
    Não sejas egoísta, aldrabão e malcriado com as outras pessoas, mas sim contribuí para o bem-estar delas como o teu próprio bem-estar. O percurso que percorremos ao longo da vida é acompanhados pelas almas que estão no céu. Qualquer transtorno na vida será também um transtorno na tua morte, pelo contrário por cada boa acção que fizermos será retribuído mais tarde quando as nossas almas são julgadas.
    Pensa sempre naquilo que irás fazer e nas pessoas em primeiro lugar. Não sejas egoísta, arrogante e presençoso como eu sou, porque o teu destino é o mesmo que o meu, o Inferno.

Cumprimentos.
Fidalgo.

Miguel Cristina, 9.º D

Carta a Dom Francisco, amigo do Fidalgo do Auto da Barca do Inferno


                                                                                    Inferno, 25 de Novembro de 1516
Querido Dom Francisco,

    Como sabes, morri mas nunca pensei que fosse parar ao Inferno! Eu?! Um nobre com tanta missa rezada!!! Ainda estou indignado com o meu destino, nunca pensei que isso me pudesse acontecer!
Bem estou a escrever-te porque não quero que tenhas um final como o meu. Nós pensamos que por sermos nobres, termos dinheiro, levarmos uma vida de luxo e prazer e sermos confessados, temos um lugar no paraíso, mas a verdade não é essa. Ainda estás a tempo de mudar!
    Tens uma mulher que tens que cuidar, por isso aconselho-te a deixar a tua amante que só te vai trazer desgosto! Cada missa a que fores, reza com honestidade! Não te aproveites dos outros e leva uma vida pura, como nunca levaste. Ao longo da nossa vida sempre abusámos dos mais fracos, a quem sempre demos desprezo e tratámos como criados. Hoje, aconselho-te a dar-lhes esmola e a olhares por eles, pois ao fim e ao cabo são seres desprotegidos e sem cuidados!
    Se queres que te diga, estou bastante arrependido de tudo aquilo que fiz na vida. Se não tivesse abusado e explorado tanto dos mais fracos e não tivesse sido tão arrogante e tão presunçoso, teria um lugar no paraíso, espero que ainda consigas um!

Do teu fiel amigo,
Dom Anrique

Gabriela Penas, 9.º D

sábado, 15 de outubro de 2011

O dia do acampamento


    No aniversário do Miguel ofereci-lhe um mapa, uma luva e uma lanterna. Resolvemos, então, que seria uma ótima ideia irmos acampar no dia seguinte. Estávamos ansiosos por uma aventura!
     O dia do acampamento chegou e dirigimo-nos para a floresta. Lá o Miguel tirou o mapa da sua mochila, procurámos a nossa localização e encontrámos o trilho que levava à clareira ideal, onde passaríamos a noite.
    
    No caminho fomos encontrando todos os sinais indicados no mapa, mas quando paramos para descansar um pouco, vimos um pequeno inseto pousado na vegetação. Como não o conseguíamos identificar, o Miguel resolveu que devíamos utilizar a lupa para reconhecer aquele inseto. Com cuidado afastámos a vegetação de modo a que o animal não se pusesse em fuga, quando conseguimos ver com clareza, verificamos que se tratava de uma pequena lagarta.
     Depois do mistério desvendado, continuámos o percurso até à clareira. Pelo caminho, o céu foi escurecendo e quando chegámos ao local pretendido já tinha anoitecido completamente. Foi então que, sugeri ao Miguel que ligássemos a lanterna e a pousássemos numa pedra para nos poder iluminar e montarmos a tenda.
     No dia seguinte, o Miguel queria ir em direção à praia, todavia esta ficava muito longe da clareia, portanto sugeri-lhe voltar ao início da floresta, mas por outro atalho indicado no mapa. Ele concordou e seguimos caminho. Chegados ao início da floresta, regressámos a casa como previsto e lá fomos à praia.

 Marisa Norte, 9.º C

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O País Mistério

O grupo de Geografia, em parceria com a Biblioteca da Escola sede, à semelhança do ano letivo anterior, vai continuar a dinamizar a atividade “O País Mistério”.

Os alunos têm que identificar o país retratado e responder no formulário fornecido na Biblioteca Escolar, de acordo com a publicação do retrato do “País Mistério”.
Será publicada mensalmente a lista dos alunos que identificaram corretamente o “País Mistério” e publicados os comentários que o comprovarão.
Ganharão o concurso os alunos que, no final do ano, obtiverem maior pontuação.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

OUTUBRO - Mês Internacional das Bibliotecas Escolares

A 24 de outubro celebra-se o Dia Internacional das Bibliotecas Escolares e todos os anos há um slogan oficial. Eis o de 2011
BIBLIOTECA ESCOLAR
SABER
UM PODER PARA A VIDA

sábado, 8 de outubro de 2011

Sentada no sofá...


    Sentada no sofá, recebo uma mensagem a dizer: “o teu primo teve um acidente”. Com o meu coração a bater 100% a hora, liguei a televisão. Telefono ao meu pai para todos os detalhes, ele confirmou tudo.
    Naquele momento só me apetecia chorar, mas sem grandes alarmes, apenas queria estar perto dele, sem saber como.
    Estava deitada na cama, ligam-me de Londres! Atendo…
    E com uma voz a chorar oiço: «ele morreu Ana, o Sandro morreu!!»
    Desliguei o telefone, senti um grande aperto! Faço-me perguntas às quais não consigo responder!      
    Naquele momento, só pensava…”ele tinha tanto talento”,”porquê ele???”, “isto não pode estar acontecer!!!”,”quero o meu primo!!”
    Só me apetecia gritar, odiava o mundo!!!
    Apesar de já ter passado, cada dia que passa, parece pior, o sentimento da saudade dói, sentir ódio pelo que se passou…quase a entrar numa depressão profunda. Alguém me disse: «Ana foi a hora dele!»
    Eu com lágrimas a escorrer pela cara e ao soluços respondi: mas eu nem tive oportunidade de lhe dizer que o amava…
    Continuei a fazer a mala, para ir para Almada, ao funeral dele…
    No meio da multidão, sem vontade de passar pelas pessoas que, só estavam a atrapalhar!
    Ao tentar entrar no crematório, as pessoas empurravam, não consegui entrar!
    Senti-me mal, mesmo mal, com vontade de sair dali! Fui para casa da irmã dele, dormi a tarde toda!   
    Quando acordei pensei que tinha sido um mero sonho. Não era um sonho, era bem real e a tristeza voltou de novo!
    Voltei para o Algarve, decidi ver as entrevistas e os concertos dados por ele.
    Percebi-me que ele era feliz, que já tinha o que queria! Mas continuava sem perceber porquê da sua morte!??
    “ Não é justo! Ele tinha tanto que caminhar! porque tudo parou ali?”
    A ver televisão, e ler mentiras nas revistas sobre ele, só me punha pior, dizerem coisas que não sabem, mais vale estarem calados!
    Com os meus anos à porta, sem vontade nenhuma de festejar…lá me convenceram..., foi um dia divertido. Para acabar em grande, decidi ver um filme de terror com o meu primo e o meu tio à noite…para ver algo chocante!
    No dia seguinte decidi pintar o cabelo numa cor clara, para tirar o meu ar pesado de tristeza.
    Passam os dias. Cada vez, a dor é menor e sem me lembrar muito da morte dele.
    Continuo a sonhar com ele…. Deixa-me triste, tento pensar que ele está num lugar melhor.
    A dor é insuportável. É difícil aceitar a morte, mas também, talvez tenha sido melhor!. Os problemas acabaram, os desgostos de amor…
    É difícil encontrar uma pessoa com “poucos defeitos”, que se suporte.
    Muitas eram as qualidades…

Aluna do 8.º A

Vamos experiênciar....com os 4ºs anos

try Ao longo de dois dias tivemos várias experiências do plano curricular dos 4ºanos a decorrer na nossa biblioteca.