sábado, 7 de maio de 2011

Um dia diferente


     
      Este texto foi realizado a partir da leitura da obra «À Beira do lago dos Encantos» de Maria Alberta Menéres.

      Nessa noite, fui-me deitar muito aborrecido, porque os meus pais me tinham obrigado a ir para a cama e não me apetecia nada dormir. Abri a janela do quarto para ver os meus cães. Quando olhei para o céu, para admirar as estrelas, vi uma estrela-cadente a passar e pedi um desejo ... pedi que os meus pais fossem mais novos do que eu.

      No dia seguinte, quando me levantei, deparei-me com os meus pais a ver desenhos animados e a jogar jogos de computador. Vi a aminha mãe a brincar com bonecas. Achei muito estranho e perguntei:
      - O que é que vocês estão a fazer?
      - Nós estamos a brincar, qual é o espanto? - respondeu a mãe.
     - É que vocês estão sempre a zangar-se comigo, a dizer o que não posso fazer, como por exemplo brincar muito e estudar pouco ... O que é que aconteceu agora?
      - Zangar-me contigo ...? Dizer o que não podes fazer ...? Não sei o que estás a dizer - respondeu o meu pai.
        E lá continuaram eles a brincar.
      Levei algum tempo a perceber o que tinha acontecido, mas depois lembrei-me do desejo que tinha pedido na noite anterior.

      Já passava da hora do almoço, quando a aminha mãe chegou ao pé de mim e disse:
      - Tenho fome. O que é o almoço?
      - Mas quem normalmente faz o almoço és tu, respondi eu.
      - Mas eu não sei cozinhar ... Como é que vou fazer o almoço?
      Calei-me e fui para a cozinha. Lembrei-me que tinha uma pizza no congelador e meti-a no forno, pois era a única coisa que sabia fazer.

       Perto da hora de jantar, disse-lhes:
     - Vão tomar banho!
      Ouviram-me mas não prestaram atenção às minhas palavras. Então, fui à sala e voltei a dizer:
     - Vão tomar banho!- muito aborrecido. E lá foram.
     Jantámos muito bem e, como já estava na hora de dormir, foram para a cama sem protestar. Eu, depois de arrumar tudo, também me fui deitar.

     No dia seguinte, quando acordei, reparei que os meus pais  tinham voltado ao normal. Suspirei de alívio, porque a experiência que tinha vivido no dia anterior não tinha sido nada agradável.

 João Gouveia, 7.º C
   

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