quarta-feira, 18 de maio de 2011

Um dia do avesso

   
    Este texto foi realizado a partir da leitura da obra  «À Beira do lago dos Encantos» de Maria Alberta Menéres.

      Acordei pela manhã, esfreguei os olhos, olhei para o despertador, era muito tarde. Já estava atrasada para a escola. Saltei da cama, tomei banho, vesti-me, nem tive tempo para comer direito.

      Subi as escadas, fui ver-me ao espelho para ver se estava bonita. Quando me olhei, qual o meu espanto, vi-me adulta. Estava muito alta, o meu corpo estava mais desenvolvido, resumindo era uma mulher e dona do meu próprio nariz.

     Fiquei tão surpreendida e espantada, que não sei bem mais o que senti na altura ... Lembrei-me dos meus pais. Fui ao quarto deles e vi-os transformados em crianças. Meus deus! Fiquei, certamente, maluca!       
     Eles olharam para mim e disseram:
      - Bom dia, mãe! - E perguntei:
      - O que é que vos aconteceu?
    Não me responderam e só diziam « mãe», « mãe», « mãe», ...
    Então comprrendi. Era mesmo adulta!  Era mãe, trabalhava, conduzia, tinha responsabilidades.

    Durante a minhâ infância, dizia que queria ser adulta, mas, agora, só queria voltar a ser criança, pelo menos, não tinha tantas obrigações. Os meus pais, ou bem dizendo filhos, constantemente, tinham fome e tinha de lhes dar comida, passava a vida a cozinhar e tinha, todos os dias, de levá-los à escola.

    Numa dessas idas à escola para deixá-los, o meus telefone tocou. Atendi e ouvi uma voz rouca:
     - Despacha-te!
    Fiquei sem reacção. Questionei-me, murmurando:
    - Onde trabalho eu? - Rapidamente, ouvi, do outro lado da linha:
    - O que é que se passa?  O Jornal 25 de Abril há muito que te espera!
   Fiquei tão feliz porque trabalhava num jornal. Fazia algo de importante. Quando cheguei ao meu local de trabalho, o patrão já estava à minha espera. E disse-me:
   -  Tens ali os baldes, os panos e o detergente. Despacha-te na limpeza!
   Fiquei desiludida porque, afinal, era empregada de limpeza.

   No final de um dia de trabalho, quando deram as sete horas, tinha de ir buscar as crianças à escola. Logo que  lá cheguei, vi-os e deram-me um beijo.

    Em seguida, fui para casa rapidamente, tinha de fazer o jantar e estava tão cansada!   Fiz o jantar, dei-lhes de comer, banho e pu-los a dormir. Estava exausta e só me apetecia dormir, mas tinha a loiça para lavar e, não tive remédio, lavei-a.

    Depois de um dia para esquecer, fui para a sala, sentei-me no sofá e, finalmente, adormeci.

Sandra, 7.º C   

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