terça-feira, 13 de novembro de 2018

Na floresta mágica não existe magia que torne os dentes saudáveis

 Há muitos, muitos anos na floresta mágica ouviu-se um rugido de dor, intenso,  arrepiante, desconcertante...Todos os animais se esconderam!
Os coelhos nas tocas, os esquilos nas árvores e os pássaros voaram para longe. Era um rugido tão assustador, aterrador, de tal forma alto e dorido que ecoava por toda a floresta e nos tímpanos de todos os animais.
Estava o coelho Tomás à procura da sua toca para se esconder quando, de repente, aparece um pequeno caçador que andava por ali perdido. Também ele curioso acerca de tão assustador rugido.
Disse o pequeno caçador assaz:
- Não tenhas medo coelhinho que eu te protegerei e com a minha arma dispararei trás pás pás! E o monstro que nos aterroriza por certo morrerá. Como te chamas coelhinho bonito e tão branquinho?
- Meu nome, pequeno amigo, de geração em geração tem passado, há quem diga que é maldição ou talvez não, mas por mais vezes que o digas o meu nome não mudarás, eu sou da 23ª geração dos coelhos Tomás!!!
Estavam eles no meio de toda esta conversa, quando ouviram um rugido ainda mais feroz que de longe se fez perto e de rugido se fez uivo, afinal aproximava-se o detestável lobo mau que nas patas dianteiras trazia um pau, dizendo aos outros amigos:
- Não recuem, não recuem pois eu estarei aqui e vos protegerei com este pau!
O coelho e o menino caçador depressa relaxaram ao ver que o lobo mau estava ainda mais assustado do que eles. Perguntou o coelho aos outros dois:
- Mas o que será que se passa nesta floresta que nunca antes na vida tinham os meus tímpanos vibrado de forma tão intensa, perante um tão distinto rugido?
 Estavam os três na conversa quando de repente do meio do mato e das silvas salta o leão Come Rojão, assim conhecido por a sua dieta ser apenas à base de carnes vermelhas e como estamos na floresta mágica a sua comida favorita era carne de porco, javali, veado, bisonte, cabra do monte, orelha de ovelha, mão de vaca, cabrito e costeletas de hipopótamo, tudo frito e bem regado com um molho muito rico  à base de açúcar amarelo, batata  doce e sumo de uva fermentado que para melhorar a textura era por fim engrossado com o sangue das suas presas. O leão Come Rojão outrora o rei orgulhoso desta floresta, com gosto afirmava que todas as suas refeições eram doces como os manjares dos Deuses.
Só que nesta ocasião após aterrar ao pé dos nossos três amigos via-se na sua feição que de dor padecia. Que neste dia por alguma razão, muito sofria, depois de um “aaaaaaahhhhhh!” coletivo o leão disse assim:
- Não se assustem meus amigos que fome não tenho nenhuma, doem-me tanto os dentes que hoje nem consigo comer caruma!
O menino caçador disse então para o leão:
- Quando não ando aos tiros tenho uma broca na mão!!! Senta-te aqui neste tronco e chega-te para trás, abre um pouco a boca para que possa ver o mal que essa dor te traz...
 Enquanto isto decorria, o lobo mau disse:
- Oh Sr. Rojão, antigamente quando só carne comia, por vezes também dessa dor padecia, desse tão grande tormento que de descanso não nos dá um momento, que é ter uma cárie no dente! Está a ver este pau que eu trago? Habituei-me a utilizar quer como escova, quer como palito e após cada refeição comecei a dedicar-me a limpar a dentadura e desde então, milagre dos milagres, dores, cáries e gengivites, e todas essas chatices nunca mais senti. Chegando até ao ponto de mudar a minha dieta alimentar!
Nisto o coelho que estava muito calado, arreganhou a taxa, mostrando uns grandes, lindos e brancos dentes que de tão brancos até brilhavam!!! O leão ao ver aquilo disse logo:
- Ó Senhor Coelhinho diga-me lá como faz para ter uns dentes tão saudáveis?
A resposta foi dada pelo menino caçador dentista que após análise minuciosa tinha identificado quatro caninos com cáries tão grandes, tão grandes, mas tão grandes que dentro delas até viviam quatro pequenos ratinhos e disse assim:
- Ó Senhor leão estas cáries vou-lhe tratar, mas a partir de hoje os hábitos alimentares tem de mudar e passar a ter uma alimentação saudável e equilibrada e não se esqueça que após cada refeição os seus dentes tem que lavar. Esta é a única maneira de no resto da vida nunca mais ter cáries a o atormentar!...

AUTOR: Eduardo Jorge Moinhos Cachim, Professor do 1º CEB.

O nó no lençol

O nó no lençol
Numa reunião de pais numa escola, a professora
ressalvava o apoio que os pais devem dar aos filhos e pedia-lhes que
se mostrassem presentes, o máximo possível... Considerava que, embora
a maioria dos pais e mães trabalhasse fora, deveriam arranjar tempo
para se dedicar às crianças. Mas a professora ficou surpreendida
quando um pai se levantou e explicou, humildemente, que não tinha
tempo de falar com o filho nem de vê-lo durante a semana, porque
quando ele saía para trabalhar era muito cedo e o filho ainda estava a
dormir e quando regressava do trabalho era muito tarde e o filho já
dormia. Explicou, ainda, que tinha de trabalhar tanto para garantir o
sustento da família, mas também contou que isso o deixava angustiado
por não ter tempo para o filho e que tentava compensá-lo indo beijá-lo
todas as noites quando chegava em casa. Mas, para que o filho soubesse
da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Isso
acontecia religiosamente todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o
filho acordava e via o nó, sabia logo, que o pai tinha estado ali e o
tinha beijado. O nó era o meio de comunicação entre eles. A professora
emocionou-se com aquela história e ficou surpreendida quando constatou
que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola. Este
facto, faz-nos reflectir sobre as muitas maneiras de as pessoas se
mostrarem presentes, e de comunicarem com os outros. Aquele pai
encontrou a sua, que era simples mas eficiente. E o mais importante é
que o filho percebia, através do nó, o que o pai estava a dizer.
Simples gestos, como um beijo e um nó na ponta do lençol, valiam, para
aquele filho, muito mais do que presentes ou a presença indiferente de
outros pais. É por essa razão que um beijo cura a dor de cabeça, o
arranhão no joelho, ou o medo do escuro... É importante que nos
preocupemos com os outros, mas é também importante que os outros o
saibam e que o sintam. As pessoas podem não entender o significado de
muitas palavras, mas sabem reconhecer um gesto de amor. Mesmo que esse
gesto seja apenas e só, um nó num lençol...
Texto de autor desconhecido, adaptado por eduardo Jorge Moinhos Cachim, Professor do 1º CEB.




Trabalhos realizados na Biblioteca Arco- íris por alunos do 1ºciclo 


Magusto na escola EB Cónego Drº Clementino de Brito Pinto


Comemoração do dia São Martinho

Como manda a tradição fez-se o magusto.
Na escola EB de Almancil.


sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Vencedores do Concurso de Chapéus/Colheres de pau de Halloween
Escola E.B  Cónego Clementino de Brito Pinto

1º Lugar- Giovanni Serrão 3ºB2º Lugar- Mikael Polosan 3ºC3º Lugar- Lucas Correia 3ºD



Parabéns a todos os 156 participantes !!!!!!

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Halloween na biblioteca Arco-irís na E.B de Almancil

A semana de Halloween na Biblioteca Arco-Irís da E.B Cónego Drº Clementino de Brito Pinto foi repleta de atividades.

Tivemos a nossa exposição de chapéus e colheres de pau de Halloween que contou com 158 exemplares cheios de criatividade.
Tivemos a hora do conto de Halloween que contou com a presença do Jardim de Infância e com todas as turmas do 1º ciclo.Muitas decorações assustadoras....e no dia 31 de Outubro o Grandioso desfile de Máscaras assustadoras, assim como de chapéus que culminou com a entrega dos prémios aos 1ºs 3 lugares do concurso, que receberam um miminho de leitura ( livro) do  nosso Agrupamento.